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Por detrás do atlas «Quisemos escrever um livro que fosse muito acessível, dirigido para pessoas que, habitualmente, não têm tempo e disponibilidade para ler livros sobre saúde. O nosso objectivo era que retratasse um bocadinho toda a doença alérgica e a asma, que fosse um livro completo, cientificamente correcto e, simultaneamente, que utilizasse uma linguagem de fácil compreensão, com curiosidades que suscitassem o interesse dos leitores», explicou à saber viver Cláudia Borges. «Foi um trabalho de parceria, a quatro mãos. Feito por duas cabeças, mas com um objectivo comum», sublinha a jornalista, acrescentando que «gostaria que as pessoas, quando entrassem numa livraria ou num hipermercado onde o livro está à venda, assim como compram bens essenciais para a sua alimentação, sentissem necessidade de comprar este atlas e de o consultar ao longo da sua vida». «Chamo-lhe atlas porque gostaria que estivesse na casa das pessoas e que estas, perante uma dúvida, fossem ao índice e, rapidamente, conseguissem consultar o livro e obter uma resposta», justifica. Boom alérgico Os ácaros do pó da casa, à semelhança dos fungos, baratas, pêlos de animais domésticos, pólens e, embora com menos frequência, alimentos e medicamentos, são os alergénios mais responsáveis pela doença alérgica. Ou seja, por mais estranho que pareça, o encontro de minúsculas partículas desses agentes com pessoas susceptíveis desencadeia reacções alérgicas. A asma e a rinite são apenas algumas representantes do vasto mundo da doença alérgica, já que a reacção alérgica a alimentos, picadas de insectos ou medicamentos ocorre com menor frequência mas, no entanto, a sua gravidade é subestimada já que, na realidade, podem (em certos casos) ser fatais. |